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Hoje, de repente, me deu uma saudade imensa de escrever textos mais na 1ª pessoa. Eu tenho um blog no Medium, mas lá acabo escrevendo insights, não falo de mim, digamos, declaradamente. E a saudade veio...de postar coisas nerds/geeks, textos de outros autores e autoras, falar sobre coisas que vejo, que aprendo. Dai tentei cadastrar o cintyanogueira aqui no Blogspot e tadaaa...já tenho esse registro há anos (assim como mais um monte de blogs rs) E cá estou, numa nova fase, ainda que na pandemia, num período novo...e que inclusive a quarentena teve muito haver. Bem vindos e bem vindas, prazer, eu sou a Cintya =)

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Para o que serve uma música de amor...

Certa vez me peguei pensando sobre todas as músicas que significavam essa ou aquela pessoa na minha vida... As grandes paixões, os frios na barriga, os desencontros, as brigas, dias normais, talvez todos esses momentos fossem dignos de lembrança, e cada pessoa que tivesse, talvez me ajudado a criar aquele momento, poderia também merecer uma música que fosse especial pra mim. E foi aqui nesse trecho "especial pra mim" que começou a me fazer entender que provavelmente era só pra mim mesmo. Assim como você pode ser lembrado ao som de uma bossa nova pela pessoa, ela pode ser lembrada por você por um rock...dependendo do momento de cada um, dependendo o sentimento despertado dentro da pessoa por você. Isso mudou bastante coisa dentro da minha crença de que tal música fosse de alguém, sabe? E também, que triste seria, se aquela música que nos formasse, fizesse parte das nossas vidas, num momento muito feliz, atribuissemos exclusivamente a uma pessoa...e a parte triste vem, no mome...

Indo e vindo infinito.

Ontem, numa postagem no meu Instagram pessoal (segue lá @cintyarnogueira ) de legenda na minha foto, coloquei uma frase de Heráclito de Éfeso, que fala:  “Nada é permanente, exceto a mudança”. E apesar de achar lindas todas as frases, pensamentos e músicas sobre mudanças, eu sou a pessoa que mais resiste à elas (ou resistia...tem sido bem recente essa descoberta e gosto pela mudança, por isso resisto e o resistia na mesma frase, só explicando).  E não sou apegada, o que passou, não compete a mim ficar segurando, retendo...já foi. Isso eu tenho como uma das qualidades que mais gosto em mim. Demoro pra soltar, mas quando solto, todos os laços que estavam dentro de mim se desfazem, e nem se a situação volta, me abalo mais, o acontecimento me transforma. Mas enquanto vejo que há uma mínima chance d´eu manter comigo, eu não exito, e na minha ilusão do "vai dar certo", insisto demais em coisas que já não tem nada haver. É essa a diferença...eu vejo o apego como algo ruim, que não...